Glossário de Termos e Princípios

Esperamos que este glossário de termos e princípios sirva como um auxílio útil e prático para aqueles que não estão familiarizados com certas expressões, tópicos ou princípios discutidos com frequência neste site. Por nós acharmos ser mais benéfico, este glossário foi organizado por tópicos ao invés de por ordem alfabética.

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Papado - o cargo de um papa, sucessor de São Pedro, que foi instituído por Jesus Cristo sobre São Pedro como o chefe da Igreja Cristã (Mateus 16:18-20; João 21:15-17). Os bispos de Roma são os sucessores de São Pedro. Eles têm a mesma primazia na Igreja Cristã que São Pedro tinha na Igreja Apostólica.

 

Magistério – a autoridade de ensinamento da Igreja Católica, exercida por um papa quando ele proclama um dogma com a autoridade papal. Os pronunciamentos de um verdadeiro papa não são todos ensinamentos do Magistério. Um papa pronuncia-se de forma magisterial quando ele cumpre certos requisitos (tal como foram definidos pelo Concílio Vaticano I). Os fiéis ao Magistério são aqueles que são fiéis àquilo que todos os papas ao longo da história ensinaram dogmaticamente, ou estabeleceram como o que foi sempre professado pela Igreja Católica.

 

Ex cathedra - do latim para “desde a Cátedra.” Isto refere-se a quando um papa pronuncia-se infalivelmente desde a Cátedra de São Pedro e cumpre os requisitos (ou condições) para que um pronunciamento seja infalível. É heresia e pecado mortal negar um pronunciamento ex cathedra de um papa, o qual é irrevogável (imutável), uma vez que este é um dogma que Cristo revelou à Igreja.

 

Papa Pio IX, Primeiro Concílio do Vaticano, Sessão 4, Cap. 4, 1870: “… o Pontífice Romano, quando pronuncia-se ex cathedra [desde a Cátedra de Pedro], isto é, quando executa o cargo de pastor e professor de todos os cristãos de acordo com a sua suprema autoridade apostólica, explica uma doutrina de fé ou moral a ser crida pela Igreja Universal, pela assistência divina a ele prometida através do bem-aventurado Pedro, opera com aquela infalibilidade com a qual o divino Redentor quis que a Sua Igreja fosse instruída ao definir doutrinas acerca da fé ou moral; e, então, tais definições do Pontífice Romano de si próprio, não do consenso da Igreja, são inalteráveis.” 1

 

Revelação Divina / Dogma - a verdade de Jesus Cristo é o ensinamento da Revelação Divina. A Igreja Católica ensina que as duas fontes da Revelação Divina são a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição; os seus verdadeiros conteúdos são apresentados pelo Magistério da Igreja Católica. A Revelação Divina terminou com a morte do último apóstolo. Os dogmas são imutáveis. Quando um papa define um dogma, ele não faz com que um dogma seja verdadeiro daí em diante, mas, ao invés, ele declara solenemente aquilo que sempre foi verdadeiro desde a morte do último apóstolo. É preciso crer nos dogmas, tal como a Igreja “uma vez tenha declarado,” não sendo jamais permitido afastar-se deste sentido sob o pretexto “de uma compreensão mais profunda.”

 

Papa Pio IX, Concílio Vaticano I, Sess. 3, Cap. 4, Sobre a fé e a razão, 1870, ex cathedra: “Logo, deve-se sempre ter por verdadeiro sentido dos dogmas aquele que a Santa Madre Igreja uma vez tenha declarado, não sendo jamais permitido afastar-se deste sentido sob o pretexto ou em nome de uma compreensão mais profunda.” 2

 

Papa Pio IX , Concílio Vaticano I, Sess. 3, Cap. 4, Cânon 3: “Se alguém disser que por vezes, de acordo com o progresso das ciências, se pode atribuir aos dogmas propostos pela Igreja um sentido diverso daquele que a Igreja entendeu e entende - seja anátema.3

Herético - uma pessoa batizada que rejeita um dogma da Igreja Católica. Hereges são automaticamente excomungados da Igreja (ipso facto), sem qualquer declaração, por rejeitarem um ensinamento de fé estabelecido autoritariamente pela Igreja.

 

Papa Leão XIII, Satis Cognitum (#9), 29 de Junho de 1896 : “Ninguém que simplesmente não creia em nenhuma (destas heresias) pode por este motivo considerar a si próprio como ou chamar a si próprio de católico. Pois podem existir ou aparecer outras heresias que não estão discriminadas nesta nossa obra, e, se alguém mantém uma que seja destas heresias não é um católico.”4

 

Papa São Pio X, Editae saepe (#43), 26 de Maio de 1910: “É um fato certo, bem estabelecido, que nenhum outro crime ofende a Deus tão seriamente e provoca a Sua maior ira do que o vício da heresia.”5

 

Cismático uma pessoa batizada que recusa-se a estar em comunhão com um verdadeiro Papa ou com verdadeiros católicos. Os cismáticos são quase sempre hereges. Cismáticos também incorrem em excomunhão automática.

 

Apóstata - uma pessoa batizada que não nega simplesmente uma ou mais verdades da fé católica, mas que renuncia completamente a fé cristã. Apóstatas também incorrem em excomunhão automática.

 

Antipapa - um falso pretendente ao papado (isto é, um falso pretendente a bispo de Roma). Houve mais de 40 antipapas na história da Igreja, incluindo alguns que reinaram em Roma. Este livro mostrar-lhe-á que a revolução do Vaticano II foi orquestrada por homens que foram e são antipapas, que se têm feito passar falsamente por verdadeiros papas.

 

Sedevacante; posição sedevacantista - Sede é o latim para “cadeira” e vacante é o latim para “vazio.” Um período sedevacante é um período em que não há um papa: quando a Cátedra de São Pedro está vazia [cátedra: do latim cathedra, que significa “cadeira”]. Geralmente, esse período ocorre após a morte de um papa ou após a renúncia de um papa; isto aconteceu mais de 200 vezes na história da Igreja, e por vezes chegou a durar anos. Os Doutores da Igreja também ensinam que a Cátedra de Pedro ficaria vaga se um papa se tornasse um herege manifesto. A posição sedevacantista é a posição dos católicos tradicionais que defendem que a Cátedra de São Pedro está atualmente vaga por se poder provar que o indivíduo presentemente em Roma é um herege publicamente manifesto, e, portanto, não é um verdadeiro papa.

 

Vaticano II - um falso concílio que ocorreu entre 1962 e 1965. O Vaticano II pretendeu ser um concílio geral da Igreja Católica, mas na verdade foi um concílio usurpador revolucionário que ensinou doutrinas condenadas pela Igreja Católica. O Vaticano II trouxe uma nova religião, e é responsável pelos frutos incrivelmente podres e pelas transformações revolucionárias que ocorreram depois desse.

 

Seita do Vaticano II – este termo refere-se à contra-Igreja que surgiu desde o Concílio Vaticano II, a qual foi predita na Profecia Católica e nas Sagradas Escrituras. Este livro prova em grande detalhe que essa seita falsificada é uma contra-Igreja impregnada de heresia, apostasia e de aberrações das mais escandalosas. Este livro prova que a seita do Vaticano II não é a Igreja Católica, mas uma falsificação do Diabo para enganar as pessoas durante a Grande Apostasia.

 

Novus Ordo Missae - latim para a “Nova Ordem da Missa,” referindo-se à Nova Missa promulgada por Paulo VI, em 3 de Abril de 1969 que é inválida.

 


Igreja Novus Ordo – tal como é empregado neste livro, é basicamente sinônimo do termo “seita do Vaticano II,” que refere-se à contra-Igreja do Vaticano II, à Nova Missa e àqueles que aderem a ela.

 

Católico Tradicionalista -  uma pessoa que é simplesmente católica, isto é, que adere à fé católica de sempre, que adere a todos dogmas proclamados pelos Papas, e aos ritos tradicionais da Igreja. O católico tradicional não aceita a falsa religião do Vaticano II ou a Nova Missa (a Novus Ordo), porque estas são inovações opostas à doutrina católica.

 

Falso Tradicionalista - uma pessoa que adere a alguns dos aspectos da fé católica tradicional (tal como a resistência ao ecumenismo ou a certas partes do Vaticano II), mas ao mesmo tempo mantém alguma fidelidade à seita do Vaticano II. A fidelidade dos “falsos tradicionalistas” à seita do Vaticano II consiste geralmente no fato de que eles aceitam como verdadeiros papas os “papas” pós-Vaticano II, mesmo podendo-se provar que os “papas” pós-Vaticano II são antipapas (como é demonstrado neste livro).

 

Ecumenismo - refere-se ao ensinamento do Concílio Vaticano II e dos “papas” após o Concílio Vaticano II, de respeitar, de unir-se, orar com e estimar as falsas religiões. O “Ecumenismo” tal como praticado e ensinado pela seita do Vaticano II está diretamente condenado pela doutrina católica, pelos papas e por toda a tradição da Igreja. Este coloca a verdadeira religião em pé de igualdade com as falsas religiões, e coloca o verdadeiro Deus em pé de igualdade com os falsos deuses. O Ecumenismo da Seita do Vaticano II é exposto em grande detalhe neste livro.  Alguns dizem que o Ecumenismo, em sentido estrito, refere-se à prática herética de unir-se com as seitas protestantes e cismáticas, enquanto que o diálogo inter-religioso refere-se à mesma prática mas com as religiões não-cristãs. Porém, os dois termos são essencialmente sinônimos hoje em dia.

 

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CONCEITOS CATÓLICOS ACERCA DE RELIGIÕES NÃO-CATÓLICAS

 


Religiões não-católicas são falsas / Fora da Igreja Católica Não Há Salvação - A  Igreja Católica ensina como dogma que só existe uma religião verdadeira e um único Deus verdadeiro.  A Igreja ensina que todas as religiões não-católicas são falsas e pertencem ao Demônio. É um dogma da fé católica que Fora da Igreja Católica Não Há Salvação (extra ecclesiam nulla salus). Isto foi definido ex cathedra sete vezes por papas.

 

Papa São Gregório Magno, citado em Summo lugiter Studio, 590-604 : “A santa Igreja universal ensina que não é possível cultuar a Deus verdadeiramente senão nela, e afirma que todos os que estão fora dela não serão salvos. 6

 

Papa Eugénio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino; 1442, ex cathedra: “A Santa Igreja Romana crê firmemente, professa e prega que nenhum dos que estão fora da Igreja Católica, não só pagãos como também judeus, heréticos e cismáticos, poderá participar na vida eterna; mas que irão para o fogo eterno que foi preparado para o demónio e os seus anjos, a não ser que a Ela se unam antes de morrer; que a unidade destes corpos eclesiástico é de tal importância que apenas para aqueles que permanecem neste os Sacramentos da Igreja contribuem para a salvação e os jejuns, esmolas e outras obras de piedade e práticas de militância cristã produzem recompensa eternas; e que ninguém, por mais esmolas que dê, ainda que derrame o seu sangue pelo Nome de Cristo, pode salvar-se se não permanecer no seio e na unidade da Igreja Católica.” 7

 


Paganismo / adoração a outros deuses - O termo paganismo refere-se às religiões falsas e politeístas, como o budismo, o hinduísmo, etc. A Igreja Católica ensina que os deuses adorados pelos membros de religiões pagãs (que adoram vários deuses) são demônios.

Salmos 95:5 - “Porque todos os deuses das gentes [gentis] são demônios...”

 

1 Coríntios 10:20 - “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demónios, não a Deus. E não quero que vós tenhais sociedade com os demônios. ”

 

Papa Pio XI, Ad salutem, 20 de Abril de 1930: “... todas as ânsias e loucuras, ultrajes e luxúria, introduzidos na vida de um homem por demónios através do culto a falsos deuses.” 8

 

Islão - uma falsa religião revelada pelo falso profeta Maomé. Os seus seguidores chamam-se muçulmanos e seguem o livro chamado Alcorão. Muçulmanos rejeitam a Trindade e a divindade de Cristo. De acordo com a doutrina católica, o islão é uma abominação e uma seita maligna (isto é, uma seita que vem do Diabo). Os muçulmanos são não-crentes (infiéis), que precisam se converter para se salvarem.

 

Papa Eugênio IV, Concílio de Basileia, 1434: “...há esperança de que muitos da abominável seita de Maomé irão converter-se à fé católica.” 9

 

Papa Calisto III, 1455: “Comprometo-me a... exaltar a verdadeira Fé, e extirpar a seita diabólica do réprobo e infiel Maomé [islão] no Oriente.” 10

 

A seita do Vaticano II enaltece o islão e considera-o uma boa religião.

 

Judaísmo - a religião que rejeita Jesus Cristo como o Messias e tenta praticar a Antiga Lei dada pelo intermédio de Moisés. O judaísmo defende que o Messias ainda está para vir pela primeira vez. A Igreja Católica ensina que a Antiga Lei foi revogada pela vinda de Cristo; que é um pecado mortal continuar a observá-la (Concílio de Florença); e que os aderentes da religião judaica não serão salvos ao menos que se convertam a Jesus Cristo e à fé católica.

 

Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, 1442, ex cathedra: “A Santa Igreja Romana crê firmemente, professa e ensina que as prescrições legais do Antigo Testamento, que são divididas em cerimônias, ritos sagrados, sacrifícios, e sacramentos... após a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo... terminaram e que começaram os sacramentos do Novo Testamento... Então, ela [a Santa Igreja Romana] declara como estranhos à fé de Cristo todos os que desde aquela época (a promulgação do Evangelho) observam a circuncisão, o sábado e os outros requisitos da lei, e afirma que eles não podem alcançar a salvação eterna...” 11

 

Papa Bento XIV, A Quo Primum, 14 de Junho de 1751: “Certamente não é em vão que a Igreja tenha estabelecido a oração universal que é, do nascer ao pôr-do-sol, oferecida pelos infiéis judeus para que o Senhor Deus remova o véu de seus corações, para que eles sejam resgatados das suas trevas para a luz da verdade.12

 

Ortodoxia / Ortodoxos Orientais - seguidores do cisma da Igreja Católica, que ocorreu em 1054. Os “ortodoxos” rejeitam o dogma do papado, a infalibilidade papal e os últimos treze concílios dogmáticos da Igreja. Eles também permitem o divórcio e o segundo casamento. Eles são considerados hereges e apóstatas de acordo com o ensinamento católico. Eles precisam ser convertidos à união com a Igreja Católica para poderem ser salvos.

 


Papa Bento XIV, Allatae Sunt, #19, 26 de Julho de 1755: “Em primeiro lugar, o missionário que que está a tentar, com a ajuda de Deus, trazer à união os cismáticos gregos e orientais, deve concentrar os seus esforços no único objetivo de livrá-los de doutrinas em desacordo com a fé católica.” 13

 

No entanto, a seita do Vaticano II diz que os ortodoxos não precisam ser convertidos para a salvação. Ela ensina que eles participam da verdadeira Igreja e estão no caminho para a salvação (como demonstrado neste livro).

 

Protestantes - os seguidores de seitas que, fruto da revolta de Martinho Lutero em 1517, separaram-se da Igreja Católica. Protestantes rejeitam o dogma católico em uma ou mais áreas. Quem rejeita ou protesta contra qualquer dogma católico é um herege e é automaticamente (ipso facto) excomungado. Protestantes geralmente rejeitam os dogmas católicos do Sacerdócio, a Missa, os Sacramentos, o papado, a necessidade da fé e das obras, a intercessão dos Santos, etc.

 

Papa Pio XI , Rerum perturbationem omnium, #4, 26 de Janeiro de 1923: “... as heresias geradas pela reforma protestante. É nessas heresias que nós descobrimos o início daquela apostasia da Igreja por parte da humanidade.” 14

 

Papa Leão XII, Ubi Primum, #14, 5 de Maio de 1824: “É impossível ao autêntico Deus, o qual é a própria Verdade, o melhor e mais sábio Provedor, e o Recompensador dos homens bons, aprovar todas as seitas que professam falsos ensinamentos que são frequentemente inconsistentes uns com os outros e contraditórios, e conferir recompensa eterna aos seus membros... Por fé divina nós professamos um Senhor, uma fé, um batismo... É por isso que professamos que não há salvação fora da Igreja.” 15

 

Porém, a seita do Vaticano II diz que o protestantismo não é heresia, que os protestantes não são hereges, e que suas seitas são meios de salvação e que fazem parte da verdadeira Igreja.

 

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OUTROS IMPORTANTES CONCEITOS CATÓLICOS UTILIZADOS AO LONGO DO SITE

 


Os católicos não podem participar num culto não-católico - Antes do Vaticano II , todos os manuais católicos de teologia moral reiteravam o ensinamento tradicional da Igreja de que é um pecado mortal contra a Lei divina participar em cultos não-católicos. Após o Vaticano II, essa atividade mortalmente pecaminosa é oficialmente encorajada.

 

Papa Pio XI, Mortalium Animos, #10, 6 de Janeiro de 1928:  “Então, Veneráveis Irmãos, é claro que esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes às reuniões de acatólicos...” 16

 

Heresia pode ser manifestada por atos - Enquanto que algumas pessoas manifestam a sua heresia por declarações escritas ou orais, a maioria das heresias e apostasias são manifestadas por atos e não por palavras. Ao dirigirem-se à templos não-católicos para culto, como uma sinagoga ou mesquita, ou ao unirem-se em culto com protestantes e cismáticos nas suas igrejas, as pessoas manifestam heresia e apostasia.

 

Santo Tomás de Aquino, Summa Theologica, Pt. I- II, Q. 103, Art. 4: “Todas as cerimónias são profissões de fé, nas quais consiste o culto interno de Deus. Ora, o homem pode manifestar a fé interior tanto por atos como por palavras: e, em ambos os casos, se ele fizer uma falsa declaração, ele comete pecado mortal.” 17

É por isso que Santo Tomás de Aquino ensina que se alguém fosse fazer adoração no túmulo de Maomé, ele seria um apóstata. Tal ato, por si só, mostraria que ele não tem a fé católica e que aceita a falsa religião do islão.

 

Santo Tomás de Aquino, Summa Theologica, Pt II, Q. 12, Art. 1, Obj. 2: ”E se alguém... fosse adorar o túmulo de Maomé, ele seria considerado um apóstata.” 18

 

Papa Pio IX, Ineffabilis Deus, 8 de Dezembro 1854, Definição da Imaculada Conceição: “... Além do mais, ao fazer isso, eles incorrem nas sanções previstas pela lei, se eles ousarem expressar por palavras, por escrito ou por qualquer sinal exterior o que eles pensam internamente de contrário ao presente decreto.” 19

 

Vemos aqui que heresia contra o dogma da Imaculada Conceição pode ser expressa por palavras, escritos ou por “qualquer sinal exterior.”

 

A Igreja Católica rejeita todos aqueles que têm pontos de vista opostos - Aqueles que rejeitam a doutrina dogmática da Igreja Católica são condenados, rejeitados e anatematizados pela Igreja.

 

Papa Pelágio II, Carta (1) Quod ad dilectionem, 585: “No entanto, se alguém sugerir, ou crer, ou ousar ensinar algo contrário a esta fé, que saiba que está condenado e anatematizado segundo a sentença desses mesmos Padres.”21

 

Papa Eugênio IV, Concílio de Florença, Cantate Domino, 1441: “Logo, a Santa Igreja Romana condena, reprova, anatematiza e declara estar fora do Corpo de Cristo, que é a Igreja, qualquer um que mantenha visões opostas e contrárias.” 22

 

Rejeitar um dogma da Igreja Católica é rejeitar toda a fé, porque Cristo é o provedor de seus dogmas

 

Papa Leão XIII, Satis Cognitum, #9, 29 de Junho de 1896: “… poderá ser lícito a alguém rejeitar uma dessas verdades sem, por esse mesmo fato, precipitar-se claramente em heresia? – sem separar-se da Igreja? – sem repudiar em conjunto toda a doutrina cristã? Pois tal é a natureza da fé, que nada é mais absurdo do que crer em algumas coisas e rejeitar outras. (...) Pelo contrário, quem num só ponto diverge das verdades divinamente reveladas, abdica de forma absoluta de toda a fé, pois recusa submeter-se a Deus como soberana verdade e motivo formal da fé.” 23

 


Papa Leão XIII, Satis Cognitum, #9, 29 de Junho de 1896:  “A Igreja, fundada nestes princípios e ciente do seu cargo, não fez nada com maior zelo e esforço do que com aquele que tem demonstrado em guardar a integridade da fé. Logo, Ela considera como rebeldes e expelidos dos postos de filhos d'Ela todos os que mantiveram crenças em qualquer ponto de doutrina diferentes das Suas próprias. Os Arianos, Montanistas, Novacianos, os Quartodecimanos, os Eutiquianos, certamente não rejeitavam toda a doutrina Católica; eles abandonaram apenas uma certa porção desta. Ainda assim, quem não sabe que foram declarados hereges e foram banidos do seio da Igreja? Do mesmo modo foram condenados todos os autores de preceitos heréticos que os seguiram nas épocas subsequentes. Não pode haver nada mais perigoso do que aqueles hereges que confessam praticamente toda a doutrina, e ainda assim, por uma palavra, como uma gota de veneno, infectam a simples e real fé ensinada por Nosso Senhor e transmitida pela tradição apostólica.” 24

 

Os católicos não mantêm comunhão com os hereges - Todos aqueles que rejeitam a fé da Igreja Católica estão fora e são estranhos à sua comunhão; os verdadeiros católicos precisam rejeitar comunhão com eles.

 

Papa Leão XIII, Satis Cognitum, #9, 29 de Junho de 1896 : “A prática da Igreja tem sido sempre a mesma, apoiada pelo juízo unânime dos Santos Padres, que sempre consideraram como excluídos da comunhão católica E FORA DA IGREJA QUALQUER UM QUE SE DESVIE, NO MENOR GRAU QUE SEJA, DE QUALQUER PONTO DE DOUTRINA PROPOSTA PELO SEU MAGISTÉRIO AUTÊNTICO.” 25

 

Papa São Leão o Grande, Sermão 129: “Logo, uma vez que fora da Igreja Católica não há nada perfeito, nada imaculado... não temos qualquer semelhança com aqueles que estão divididos da união do Corpo de Cristo; não partilhamos comunhão alguma.” 26

 

Deve-se resistir aos clérigos, inclusive bispos e papas, se eles afastarem-se da fé; eles perdem automaticamente os seus cargos caso se tornem hereges públicos

 

Código de Direito Canônico de 1917, cânon 188.4 : “Em virtude de renúncia tácita admitida pelo mesmo direito, caem ipso facto, e sem nenhuma declaração, de qualquer ofício, se… §4 Apostata publicamente da fé católica.” 27

 

Papa Leão XIII, Satis Cognitum, #15, 29 de Junho de 1896 : “Logo, ninguém, ao menos que em união com Pedro, pode partilhar da sua autoridade. É absurdo imaginar que aquele que está fora possa comandar dentro da Igreja.” 28

 

O que é uma deserção pública de fé ?

 

Cânon 2197 §1, Código de Direito Canônico de 1917: “O delito é: §1 público, se já é comummente conhecido, ou se foi cometido em tais circunstâncias que pode-se e deve-se julgar prudentemente que com facilidade o haverá de tornar-se…” 29

 

São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, Livro II, Cap. 30: “Por fim, os Santos Padres ensinam unanimemente, não só que os hereges estão fora da Igreja, mas também que eles estão ‘ipso facto’ privados de qualquer dignidade e jurisdição eclesiástica.”

 


Dom Prosper Guéranger, The Liturgical Year, Vol. 4, pág. 379, sobre um leigo do século V que resistiu e condenou Nestório, seu bispo, quando este demonstrou heresia manifesta: ”Então Satanás havia produzido Nestório... entronou-o na cátedra de Constantinopla... No mesmo ano da sua exaltação, no dia de Natal 428, Nestório, tomando vantagem da imensa multidão de fiéis reunidos em honra da Virgem Mãe e do seu Filho, pronunciou desde o alto do púlpito episcopal estas palavras blasfemas: ‘Maria não deu luz à Deus; o seu filho era apenas um homem, instrumento da Divindade.’ Após estas palavras, a multidão tremeu de horror. Eusébio, um simples leigo, manifestou-se para dar expressão à indignação geral, e protestou contra essa impiedade. Pouco depois, um protesto mais explícito foi elaborado e disseminado em nome dos membros desta igreja de luto, anatematizando qualquer um que ousasse dizer: ‘O Único Filho Unigénito do Pai, e o Filho de Maria são pessoas diferentes.’ Essa atitude generosa foi a defesa de Bizâncio, e valeu-lhe o elogio de papas e concílios. Quando o pastor transforma-se em lobo, o primeiro dever do rebanho é defender-se.” 30

 

Papa São Celestino, citado por São Roberto Belarmino: A autoridade da Nossa Sé Apostólica determinou que o bispo, clérigo ou simples cristão que foi deposto ou excomungado por Nestório ou por seus seguidores, depois que os últimos começaram a pregar heresia, não deve ser considerado deposto ou excomungado. Pois aquele que desertou da fé com tais pregações, não pode depor ou remover quem quer que seja.” 31

 

São Roberto Belarmino, cardeal e Doutor da Igreja, De Romano Pontifice, II, 30: Um Papa que é manifestamente um herege automaticamente deixa de ser Papa e Cabeça, tal como ele deixa automaticamente de ser cristão e um membro da Igreja. Por conseguinte, ele pode ser julgado e punido pela Igreja. Este é o ensinamento de todos os Padres da antiguidade que ensinam que hereges manifestos perdem automaticamente toda a jurisdição.”

 

São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, II, cap. 30: Este princípio é do mais certo. O que não é cristão não pode de maneira alguma ser Papa, como o próprio Caetano o disse (ib. c. 26). A razão disto é que ninguém pode ser cabeça daquilo que não é membro. Agora bem, aquele que não é cristão não é um membro da Igreja e um herege manifesto não é cristão, tal como é claramente ensinado por S. Cipriano (lib. 4, epíst. 2), S. Atanásio (Cont. aria.), S. Agostinho (lib. De grat. Christ.), S. Jerónimo (contra Lúcifer), e outros; logo, um herege manifesto não pode ser Papa.

 

São Francisco de Sales (séc. XVII), A Controvérsia Católica, Ed. inglesa, pp. 305-306: Agora, quando ele [o Papa] é explicitamente um herege, ele cai ipso facto da sua dignidade e para fora da Igreja...” 32

 

Santo Antonino (1459): No caso de o Papa ter se tornado um herege, ele encontrar-se-ia, por esse facto isolado e sem nenhuma outra sentença, separado da Igreja. Uma cabeça separada de um corpo não pode, enquanto se mantenha separada, ser cabeça do mesmo corpo da qual foi cortada. Portanto, um papa que se separe da Igreja por heresia, por esse mesmo facto, deixaria de ser a cabeça da Igreja. Ele não poderia ser um herege e continuar como Papa, porque, uma vez que está fora da Igreja, não pode possuir as chaves da Igreja.” 33

 

São Roberto Belarmino, De Romano Pontífice, Livro 2, Cap. 30, sobre o julgamento daqueles que são hereges: “... pois homens não são obrigados ou capazes de ler corações, mas quando eles vêm que alguém é um herege pelas suas obras públicas, eles julgam-no pura e simplesmente como um herege, e condenam-no como um herege.” 34

 

Indefectibilidade - refere-se à promessa de Cristo de que Ele estará sempre com a Sua Igreja (Mt. 28) e que as Portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja (Mt. 16). A indefectibilidade da Igreja requer que exista pelo menos um remanescente da Igreja até o fim do mundo; e que um verdadeiro papa nunca ensine erro a toda a Igreja com a sua autoridade magisterial. Isto não exclui a possibilidade de haver antipapas que digam falsamente ser papas, nem tampouco exclui que haja uma falsa seita que reduza os fiéis da verdadeira Igreja Católica a um pequeno remanescente nos últimos dias. Isto é precisamente o que está predito que ocorra nos últimos dias e o que ocorreu durante a crise ariana.

 

Santo Atanásio disse: “Mesmo que a verdadeira Igreja de Cristo seja reduzida a um pequeno número de verdadeiros crentes e um sacerdote verdadeiro, eles continuarão a ser a verdadeira Igreja de Cristo na terra.” 35

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Por Ir. Miguel Dimond, O.S.B., e Ir. Pedro Dimond, O.S.B.

 


Notas finais:

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1 Denzinger, The Sources of Catholic Dogma, B. Herder Book. Co., 13ª Edição, 1957, no. 1839.

2 Denzinger 1800.

3 Denzinger 1818.

4 The Papal Encyclicals, por Claudia Carlen, Raleigh: The Pierian Press, 1990,Vol. 2 (1878-1903), Vol. 2 (1878- 1903), pág. 393.

5 The Papal Encyclicals, Vol. 3 (1903-1939), pág. 125.

6 The Papal Encyclicals, Vol. 1 (1740-1878), pág. 230.

7 Denzinger 714.

8 The Papal Encyclicals, Vol. 3 (1903-1939), pág. 381.

9 Decrees of the Ecumenical Councils, Sheed & Ward and Georgetown University Press, 1990, Vol. 1, pág. 479.

10 Von Pastor, History of the Popes, II, 346; citado por Warren H. Carroll, A History of Christendom, Vol. 3 (The Glory of Christendom), Front Royal, VA: Christendom Press, pág. 571.

11 Denzinger 712.

12 The Papal Encyclicals, Vol. 1 (1740-1878), pp. 41-42.

13 The Papal Encyclicals, Vol. 1 (1740-1878), pág. 57.

14 The Papal Encyclicals, Vol. 3 (1903-1939), pág. 242.

15 The Papal Encyclicals, Vol. 1 (1740-1878), pág. 201.

16 The Papal Encyclicals, Vol. 3 (1903-1939), pág. 317.

17 St. Thomas Aquinas, Summa Theologica, Pt. I-II, Q. 103., A. 4

18 St. Thomas Aquinas, Summa Theologica, Pt. II, Q. 12, A. 1, Obj. 2:

19 Denzinger 1641.

20 Bento XVI, Principles of Catholic Theology, San Francisco: Ignatius Press, 1982, pág. 198.

21 Denzinger 246.

22 Denzinger 705.

23 The Papal Encyclicals, Vol. 2 (1878-1903), pág. 394.

24 The Papal Encyclicals, Vol. 2 (1878-1903), pág. 393.

25 The Papal Encyclicals, Vol. 2 (1878-1903), pág. 393.

26 Citado em Sacerdotium, # 2, Instauratio Catholica, Madison Heights, WI, pág. 64.

27 The 1917 Pio-Benedictine Code of Canon Law, translated by Dr. Edward Von Peters, Ignatius Press, 2001, pág. 83.

28 The Papal Encyclicals, Vol. 2 (1878-1903), pág. 401.

29 The 1917 Pio-Benedictine Code of Canon Law, translated by Dr. Edward Von Peters, pág. 695.

30 Dom Prosper Guéranger, The Liturgical Year, Loreto Publications, 2000, Vol. 4, pág. 379.

31 Citado por São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, II, 30.

32 São Francisco de Sales, The Catholic Controversy, Rockford, IL: Tan Books, 1989, pp. 305-306.

33  Summa Theologica, citado de Actes de Vatican I,  V. Frond  pub.  

34 São Roberto Belarmino, De Romano Pontifice, II, 30.

35 Coll. Selecta SS. Eccl. Patrum. Caillu and Guillou, Vol. 32, pp. 411-412.

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Não há mais ninguém digno de oferecer a Vítima Imaculada ao Pai Eterno em favor do mundo.

 

Nossa Senhora de La Salette

 Entre os gritos

"Tudo está perdido"

e "Tudo está salvo" 

haverá quase nenhum intervalo.

Abade Souffrant  

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Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste livro.

Apocalipse 22, 7

O SANTO ROSÁRIO

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Devoção à Sagrada Face

Toda vez que alguém contemplar a Minha Face, derramarei o Meu amor nos corações. E por meio da Minha Face obter-se-á a salvação de muitas almas.

Palavras de Nosso Senhor a Irmã Maria Pierina, 1945

Fazei resplandecer Sua Face sobre nós!

Ilumina Domine Vultum Tuum super nos

Estendem-se redes diabólicas para arrancar a Fé dos corações, o mal se expande, os verdadeiros apóstolos são poucos, é necessário um remédio divino e este remédio é o Santo Rosto de Jesus.

Palavras de Nossa Senhora à Irmã Maria Pierina, 1938

Preciosa Sangre de Cristo, fuente de mis

Quem quiser crescer sempre em virtude e em graça, deve meditar todos os dias na Paixão de Jesus, porque não há exercício mais útil para santificar uma alma do que a consideração frequente das penas do Salvador.

São Boaventura

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Santíssima Virgem

MARIA

"Com este Sinal Vencerás!"

Amém, louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força ao nosso Deus pelos séculos dos séculos! Amém

 

Apocalipse 7, 12

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