O Batismo é Necessário para a Salvação

A maioria dos protestantes de hoje não crêem que o Batismo regenera. Isto inclui os batistas, os presbiterianos, os pentecostais, a maioria dos “evangélicos,” e entre muitos outros. Esses não crêem que o Batismo remove o pecado da alma e coloca o homem em estado de justificação. A sua posição é que o Batismo de água deve ser realizado, mas que é somente um símbolo de iniciação, um sinal de uma conversão ou de um renascimento espiritual que já havia ocorrido.

A posição católica é que o Batismo é necessário para a salvação. A Igreja Católica ensina que o Batismo é necessário para todos os homens porque o Batismo é a causa de renascimento espiritual. O Batismo regenera.

Então, o que ensina a Bíblia a respeito?

A BÍBLIA ENSINA QUE O BATISMO É PARA O PERDÃO DOS PECADOS

Atos 2:37-38: “(...) Pedro então lhes respondeu: Fazei penitência, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.”

Isto é muito claro. A Bíblia diz que o Batismo é para o perdão dos pecados. Esse remove os pecados.

 


A BÍBLIA ENSINA QUE O BATISMO LAVA OS PECADOS


Atos 22:12-16: “E um certo Ananias (…) vindo ter comigo, e pondo-se diante de mim, disse-me: Saulo irmão, recebe a vista. E eu no mesmo ponto o vi a ele. E ele me disse: (…) Levanta-te, e recebe o batismo, e lava os teus pecados, depois de invocar o seu nome.”


Isto indica claramente que os pecados de São Paulo seriam lavados no Batismo.

JESUS ENSINA QUE TODO O HOMEM DEVE SER BATIZADO 
PARA TER A FÉ E SALVAR-SE

Mateus 28:18-20: “E chegando Jesus, lhes falou, dizendo: Tem-se-me dado todo o poder no céu e na terra. Ide pois e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a observar todas as coisas que vos tenho mandado...”

Precisamente na última INSTRUÇÃO QUE JESUS DÁ AOS APÓSTOLOS ANTES DE ABANDONAR ESTE MUNDO, Ele dá aos apóstolos dois mandamentos: de ensinar todas as nações e de batizar. Isto deveria de dizer algo a todos sobre a importância e a necessidade do Batismo. O Batismo está unido, pelo próprio Jesus, com o mesmo mandamento de ensinar à todas as nações a fé cristã. Isto é porque ninguém se pode salvar sem ele, como vemos no Evangelho de São Marcos.

Marcos 16:15-16: “E [Jesus] disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. O que crer e for batizado será salvo; o que porém, não crer, será condenado.”

Jesus disse que os que crêem e são batizados serão salvos, o que indica que os não-batizados não se podem salvar.  Mas alguns questionam-se: Por que não disse Jesus, “o que não crer e não for batizado será condenado,” depois de ter dito que o que crer e for batizado será salvo? A resposta é que aqueles que não crêem não serão batizados, sendo assim desnecessário mencionar o Batismo outra vez.

AS EPÍSTOLAS AOS ROMANOS E AOS EFÉSIOS ENSINAM QUE UMA PESSOA SE LIVRA DO PECADO ATRAVÉS DO BATISMO

Em Romanos 5 e 6, São Paulo explica que Cristo reconcilia alguns homens a Deus, remove o pecado original, e os faz membros da família de Deus. Ele explica que isto é efetuado pelo Batismo.

Romanos 6:3-4: “Vós não sabeis que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte? Porque nós fomos sepultados com ele para morrer ao pecado pelo batismo…”

Esta referência a ser “sepultado para morrer” pelo Batismo refere-se ao renascimento espiritual efetuado pelo Batismo. Esse mata o homem velho que vivia no pecado original, e dá origem a uma nova vida em Cristo.

Na Epístola aos Efésios, a Bíblia ensina que as almas da Igreja são limpas na água do Batismo.

Efésios 5:25-26: “Vós maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e por ela se entregou a Se mesmo, para a santificar, purificando-a no batismo da água, pela palavra da vida.”

A Igreja é santificada e limpa pelo lavacro (ou banho) da água pela palavra da vida. O que é este lavacro da água? Refere-se obviamente ao Batismo de água. “A palavra da vida” se refere às palavras que foram dadas por Jesus para a forma do Batismo (Mateus 28:19). Até mesmo João Calvino, o famoso protestante que negou a regeneração batismal, admitiu que esta passagem (Efésios 5:26) se refere ao Batismo de água.

1 CORÍNTIOS 12 ENSINA QUE O BATISMO NOS FAZ MEMBROS DO CORPO DE CRISTO

1 Coríntios 12:13: “Porque num mesmo Espírito fomos batizados todos nós, para sermos um mesmo corpo, ou sejamos judeus, ou gentios, ou servos, ou livres…”

A Bíblia diz que uma pessoa entra no Corpo de Cristo e recebe o Espírito Santo pelo Batismo.

 


A BÍBLIA ENSINA QUE TODOS OS VERDADEIROS CRENTES
 RECEBERAM O ÚNICO BATISMO

Efésios 4:4-6: “Sendo um mesmo corpo e um mesmo espírito, como fostes chamados em uma esperança da vossa vocação; assim como não há senão um Senhor, uma fé, um batismo. Um Deus e Pai de todos…”

Em Efésios 4, São Paulo está descrevendo a unidade da Igreja de Jesus Cristo. Considere a lista que ele nos dá: Um Senhor, Uma Fé, Um Deus, Um Pai. O Batismo é proeminentemente posto junto de “Senhor” e “Fé” e “Deus” e “Pai.” Isto é porque é através deste Batismo que o homem se une a Deus e à unidade da Igreja. Crer que os membros da Igreja não têm este único Batismo é equivalente a crer que eles não têm o único Senhor e a única fé. Eis o quão necessário o Batismo é.

 


A BÍBLIA ENSINA QUE A FÉ É RECEBIDA PELO BATISMO

Em Gálatas 3, vemos a relação entre receber a fé e receber o Batismo. Vemos que uma pessoa recebe a fé pela primeira vez pelo Batismo.

Em Gálatas 3:23, São Paulo disse: “Ora, antes que a fé viesse…”


No versículo 24, ele disse: “… para sermos justificados pela fé.”


No versículo 25, ele disse: “Mas depois que veio a fé…”


No versículo 26, ele disse: “Porque todos vós sois filhos de Deus, pela fé que é em Jesus Cristo.”

São Paulo, no seguinte versículo (versículo 27), explica exatamente o que ele quer dizer por “fé em Cristo Jesus.”

Gálatas 3:27-28: “Porque todos os que fostes batizados em Cristo, reviveste-vos de Cristo. Não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Jesus Cristo. ”

Este capítulo tão interessante das Escrituras deveria passar uma mensagem a todos. Está claramente a ensinar o que a Igreja Católica manteve durante 2000 anos: que é por meio do Sacramento do Batismo que o homem recebe a fé. É por isto que o Batismo é, desde os tempos apostólicos, chamado “o sacramento da fé.” Sem o Batismo, ninguém pode ter a fé nem salvar-se.
     

A BÍBLIA ENSINA QUE O BATISMO DE ÁGUA SALVA

Tito 3:5: “Não por obras de justiça, que tivéssemos feito nós outros, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou, pelo batismo de regeneração e renovação do Espírito Santo.”

A Bíblia diz que o homem se salva pelo “batismo de regeneração, e renovação do Espírito Santo.” Isto se refere à regeneração espiritual dada nas águas batismais. O verter da água no exterior efetua a limpeza interior e a renovação do Espírito Santo. Esta ação sacramental justifica a alma, e aplica o mérito do Sangue de Jesus Cristo enquanto o Batismo ocorre.

Os protestantes tentaram dar a volta a esta passagem. Eles argumentam que o “lavacro” não se refere à água do Batismo, mas à purificação efetuada pelo Espírito sem o Batismo. Isto é refutado através da comparação desta passagem com 1 Pedro 3:20-21. Ambas ensinam que o Batismo “salva.” 1 Pedro 3:20-21 refere-se claramente ao batismo de água, não apenas a uma limpeza espiritual. Isto demonstra que Tito 3:5 também se refere à regeneração pela água do Batismo.

1 Pedro 3:20-21: “… quando nos dias de Noé esperavam a paciência de Deus, enquanto se fabricava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, somente oito, se salvaram no meio da água. O que era figura do batismo de agora, que também vos salva…”


1 Pedro 3:20-21 é uma das passagens mais fortes na Bíblia sobre a necessidade do Batismo. Note aqui o peso da afirmação de São Pedro. O Batismo de agora vos salva. Como é óbvio, ele está a falar acerca do Batismo de água (o Sacramento), porque ele faz uma analogia entre as águas batismais e as águas do Dilúvio. Pedro compara receber o Sacramento do Batismo (de água) a estar na arca de Noé. Assim como ninguém escapou da morte física fora da arca de Noé na altura do dilúvio (apenas oito almas sobreviveram à inundação por estarem firmemente protegidas e alojadas na arca), do mesmo modo, ninguém escapa à morte espiritual ou é salvo do pecado original sem o Batismo! O Batismo vos salva. O quão claro é preciso ser para mostrar que a Bíblia ensina que o Batismo de água é necessário para a salvação?

A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO FOI UM TIPO DO BAPTISMO DE ÁGUA

Isto leva-me a outro ponto. Trata-se de tipologia. Como é mencionado na seção dedicada à Virgem Maria, um tipo bíblico é um evento real, ou uma pessoa real, ou uma coisa real no Antigo Testamento que prefigura e aponta para algo no Novo Testamento.  Há tipos do Batismo de água. Um tipo do Batismo de água e da sua necessidade encontra-se na Travessia do Mar Vermelho por Moisés e os israelitas.

Assim como ninguém escapou à morte física nas mãos dos egípcios sem ter atravessado pelas águas do Mar Vermelho, ninguém escapa à morte eterna sem receber as águas batismais. São Paulo faz a ligação em 1 Coríntios 10:1-2:

1 Coríntios 10:1-2: “Porque não quero, irmãos, que vós ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e que todos passaram o mar; e todos foram batizados debaixo da conduta de Moisés, na nuvem e no mar…”

 


OUTROS TIPOS DO BATISMO DE ÁGUA PRESENTES NO ANTIGO TESTAMENTO

No princípio de tudo Deus criou o céu e a terra; e a primeira coisa mencionada na Bíblia são as águas. Leia os primeiros dois versículos do primeiro livro da Bíblia.

Génesis 1:1-2: “No princípio criou Deus o céu e a terra. A terra porém era vã e vazia; e as trevas cobriam a face do abismo. E o Espírito de Deus era levado sobre as águas.”

Isto nos diz que a água foi de maior – e, inclusive, de singular – importância na criação de Deus desde o princípio. Tem sido parte integral do Seu plano. Ele a usou para limpar, para criar nova vida. Faz todo o sentido, portanto, que o elemento que Ele escolheria para levar a nova vida de Jesus Cristo às almas mediante a dispensação dos méritos de Sua Paixão e da purificação do Espírito Santo, é o elemento primordial sobre o qual o seu Espírito moveu-se no princípio da Criação.

Outro tipo claro de — ou de referência a — efeitos santificantes do Batismo de água encontra-se em Ezequiel 36.

Ezequiel 36:24-26: “Porque eu vos tirarei d’entre as gentes, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra; e derramarei sobre vós uma água pura, e vós sereis purificados de todas as vossas imundícias, e eu vos purificarei de todos os vossos ídolos; e dar-vos-hei um coração novo, e porei um novo espírito no meio de vós...”

Isto refere-se claramente ao poder purificador do Batismo de água, que transmitirá a nova vida de Jesus Cristo, e será administrada ao povo de Deus reunido de todas as partes da Terra. A referência à “água pura” em Ezequiel 36 prova que este se refere à justificação no Novo Testamento, pois precisamente a mesma linguagem é encontrada em Hebreus 10:22, para descrever a mudança interna efetuada pela justificação em Cristo. Em Hebreus 10:22, essa mudança é descrita como um coração que é purificado de uma má consciência. Ezequiel 36 indica especificamente que esta pureza de coração se efetua pelo derramamento de água pura (no Batismo).


Algumas pessoas objetam a este grau: servem-se do Bom Ladrão na Cruz para tentar refutar a necessidade do Batismo. Mas esta objeção falha. Em primeiro lugar, a lei do Batismo, que Jesus fez obrigatória a todos os homens, tornou-se uma obrigação após a Ressurreição de Jesus, quando Ele deu o mandamento de pregar o Evangelho e batizar a todas as nações, em Mateus 28:20. O Bom Ladrão morreu sob a Lei Antiga, antes de a Lei do Batismo se ter tornado obrigatória a todos. Em segundo lugar, o Bom Ladrão não foi para o Céu no dia em que Jesus foi crucificado. Sabemos isto porque ninguém foi para o Céu até que Jesus tivesse ido. Jesus tinha a primazia em todas as coisas, como São Paulo disse em Colossenses 1:18.

Jesus não ascendeu ao Céu até após a Sua Ressurreição, como demonstra João 20:17. Portanto, o Bom Ladrão não é um exemplo contra a necessidade do Batismo para a salvação. É por isto que o Credo dos Apóstolos, que os católicos recitam, afirma corretamente que Jesus foi crucificado, morto e sepultado; Ele desceu aos infernos; ao terceiro dia ressuscitou de entre os mortos e então ascendeu ao Céu. Ele não ascendeu ao Céu até após a Sua Ressurreição, e Ele desceu aos infernos no dia de Sua morte. O que foi este Inferno? Foi o Seio de Abraão, o lugar de espera dos justos do Antigo Testamento. Foi para aí que o Bom Ladrão foi com Jesus no dia de Sua Crucificação; Jesus chamou-o Paraíso porque Ele lá estaria.

JESUS SUBMETEU-SE AO BATISMO PARA MOSTRAR A TODOS 
OS HOMENS QUE É NECESSÁRIO SER BATIZADO

O Batismo é tão necessário que até mesmo Jesus submeteu-Se a ele. Ele foi batizado por São João Baptista para demonstrar que cada homem — e Jesus era verdadeiro Deus e verdadeiro homem — deve ser batizado para a salvação. Cabe indicar que, na teologia católica, o Batismo administrado por João Batista não era o mesmo que o Batismo que Jesus instituiu: o verdadeiro Sacramento do Batismo. Não possuía a mesma força ou potência.

O Batismo instituído por Jesus remove os pecados originais e atuais, assim como toda a pena devida ao pecado; o batismo de João era um batismo que chamava as pessoas ao arrependimento e foi uma prefiguração do Batismo que Jesus instituiu. É por isto que aqueles que apenas haviam recebido o batismo de João foram batizados outra vez (Atos 19:4-5). Mas o batismo que Jesus recebeu das mãos de João é considerado como a transição entre o batismo prefigurado de João e o Batismo real de Cristo. O Batismo de Jesus santificou as águas para que pudessem ser eficazes em remover o pecado, apesar de o Batismo que Jesus instituiu não ter-se tornado vinculante a todos até após a Ressurreição.

Lucas 3:21-22 : “E aconteceu que, (…) depois de batizado também Jesus e estando em oração, abriu-se o céu, e desceu sobre ele o Espírito Santo em forma corpórea, como uma pomba; e soou do céu uma voz, que dizia: Tu és aquele meu Filho especialmente amado; em ti é que tenho posto toda a minha complacência.”

A descida do Espírito Santo significa o poder de regeneração do Batismo. A abertura do céu significa que o Céu fica aberto ao homem assim que recebe corretamente o Batismo. Este faz dele um filho adotivo de Deus, ao invés de um filho excluído de Adão.

SANGUE E ÁGUA SAÍRAM DO LADO DE JESUS PORQUE O SEU SANGUE É VERTIDO NA ÁGUA DO BATISMO

A Bíblia faz uma clara conexão entre o sangue de Jesus e a água do Batismo. Em João 19, vemos que sangue e água saíram do lado de Jesus após a Sua morte na Cruz. Este acontecimento real também teve um significado simbólico.

João 19:34: “Mas um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água.”

Isto significou que o Seu Sangue (e o mérito de Sua Paixão) seria derramado com água no Batismo. É por isto que lemos em 1 João 5, que há uma conexão entre o espírito, a água e o sangue.

 


A BÍBLIA ENSINA QUE O SANGUE DE JESUS, O RENASCIMENTO ESPIRITUAL, E A ÁGUA DO BATISMO VÊM JUNTOS

1 João 5:8: “E três são os que dão testemunho na terra; o Espírito, e a água e o sangue; e estes três são uma mesma coisa.”

Isto refere-se às três testemunhas na justificação: a nova vida ou espírito trazido pela justificação, a água do Batismo e o sangue de Jesus. Estes três devem estar presentes para que uma pessoa seja justificada. O primeiro e o terceiro vêm juntos – são derramados – na água do Batismo. É por isto que Jesus fala de renascer da água e do Espírito (João 3:5). Ele poderia ter também verdadeiramente falado do renascimento da água, do sangue e do Espírito.

JESUS DISSE QUE NINGUÉM PODE ENTRAR NO CÉU SEM RENASCER DA ÁGUA E DO ESPÍRITO

João 3:3-5: “Jesus respondeu, e lhe disse: Na verdade, na verdade te digo que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que renascer de novo. Nicodemos lhe disse: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer outra vez? Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus.”

Considere bem que, quando Jesus ensina esta verdade profunda, Ele prefacia a Sua declaração dizendo: “em verdade, em verdade” ou “amém, amém,” dependendo da tradução que se lê.

Esta dupla afirmação é um ato de juramento. Num tribunal judaico, ninguém podia ser condenado à morte sem o depoimento de duas testemunhas (Deuteronômio 19:15). Ambas teriam de levantar a mão direita e dizer: Amém. Portanto, esta linguagem solene indica que aquilo que Jesus tem aqui a dizer é extremamente sério. Jesus está a afirmar num juramento solene que não se entra no Céu sem ter nascido de novo da água e do Espírito Santo.

Jesus disse a Nicodemos que, a menos que um homem nasça de novo, não pode entrar no reino de Deus.  Nicodemos, logo a seguir, pergunta-lhe especificamente como isso sucede; como pode um homem nascer de novo? Em João 3:5, Jesus responde ao declarar que, a menos que um homem renasça DA ÁGUA E DO ESPÍRITO, NÃO PODE ENTRAR NO REINO DE DEUS. Portanto, renascer significa nascer da água e do Espírito Santo. Isto refere-se claramente ao Batismo de água.

É certo que os não-católicos procuraram explicar de outro modo o significado claro destas palavras, porém em vão. Muitos deles dizem que a água refere-se ao nascimento natural, e o Espírito refere-se ao processo de renascer mediante a aceitação da fé. Isto é impossível porque a passagem é sobre o renascimento. Jesus disse que o renascimento é de água e do Espírito. Além disso, tal como afirmam os peritos em grego, a frase “de água e do Espírito “em grego (ek hudatos kai pneumatos) constitui em si uma unidade linguística. Essa descreve “nascer da água e do Espírito,” e não “nascido de água” por um lado, e “nascido do Espírito” por outro.

Além do mais, o extenso contexto da passagem confirma que este está a referir-se ao Batismo de água.  No seguinte capítulo, lemos que os Apóstolos de Jesus saíram e batizaram. Consulte João 4:1. A Bíblia, portanto, após ter apresentado a absoluta necessidade do Batismo de água, menciona que os Apóstolos puseram em prática aquilo que Jesus pregou.

É crucial que as pessoas percebam que João 3:5 refere-se ao Batismo de água; pois milhões têm um conceito falso e não-bíblico daquilo que significa renascer. Crêem que significa alcançar uma convicção verdadeira de que Jesus é o Salvador. Isso é incorreto, e não foi crido na Igreja antiga. É sem dúvida necessário que uma pessoa que esteja acima da idade da razão aceite Jesus Cristo, creia na Trindade e na Incarnação, e aceite todos os seus ensinamentos. Mas a Bíblia ensina claramente que nascer de novo se refere à regeneração espiritual que o Baptismo de água efetua. A aterradora evidência que considerámos de outras passagens no Novo Testamento também o demonstra.


O sacramento do Batismo remove todo o pecado, original e atual, àqueles que o recebem apropriadamente. Deve-se dizer, no entanto, que a recepção deste sacramento não é uma garantia de salvação. Uma pessoa pode perder a graça do Batismo através dos pecados mortais e por negar a verdadeira fé de Jesus Cristo.

TODOS OS PADRES DA IGREJA ENSINARAM A REGENERAÇÃO BATISMAL E QUE O BATISMO É NECESSÁRIO PARA A SALVAÇÃO

Desde os princípios da Igreja cristã, os padres da Igreja creram de forma unânime na necessidade do Batismo de água e da regeneração batismal. Basearam esta crença no ensinamento do Novo Testamento, João 3:5 e na Tradição Apostólica. Aqui temos apenas quatro passagens. Poderíamos citar dezenas de outras passagens.

Na Epístola de Barnabé, um documento primitivo da Igreja (70 d.C.), lê-se: “… descendemos na água inundados de pecados e impurezas, e ressurgimos dela trazendo frutos nos nossos corações…”. (Jurgens, The Faith of the Early Fathers, “A Fé dos Padres Primitivos,” edição inglesa, Vol. 1:34.)

Em O Pastor de Hermas, datado de 140 d.C., Hermas cita Jesus em João 3:5 e escreve: “Era-lhes necessário que surgissem através da água, para que pudessem receber a vida; porque, de outro modo, não poderiam entrar no reino de Deus.” (Jurgens, The Faith of the Early Fathers, “A Fé dos Padres Primitivos,” edição inglesa, vol. 1:92.)

Em 155 d.C., na Primeira Apologia, 61, São Justino Mártir escreve: “… eles são por nós conduzidos a um lugar onde há água; e lá renascem no mesmo tipo de regeneração na qual nós mesmos renascemos... em nome de Deus... eles recebem o lavacro da água. Porque Cristo disse: ‘A não ser que renasças, não entrarás no reino dos céus.’ A razão pela qual o fazemos nós aprendemos dos Apóstolos.” (Jurgens, The Faith of the Early Fathers, “A Fé dos Padres Primitivos,” edição inglesa, Vol. 1:126.)

Santo Afraates, o mais antigo dos padres sírios, escreveu em seus Tratados, 336 d.C.: “Pois pelo Batismo recebemos o Espírito de Cristo… Pois o Espírito permanece ausente de todos aqueles que são nascidos da carne, até que venham às águas do renascimento.” (Jurgens, The Faith of the Early Fathers, “A Fé dos Padres Primitivos,” edição inglesa, Vol. 1:681.)

A PROVA PARA O BATISMO INFANTIL

Muitos protestantes não crêem que as crianças devem ser batizadas. Crêem que o Batismo apenas deve ser administrado àqueles que tenham alcançado a idade da razão e optado por recebê-lo. Consideram que os batismos das crianças não são válidos nem bíblicos. Esta posição é falsa por várias razões.

Em primeiro lugar, deve-se deixar claro que a maioria dos protestantes estão de acordo com os católicos neste ponto. A maior parte deles pratica o Batismo infantil. Luteranos, anglicanos, metodistas, congregacionalistas, presbiterianos e outros praticam o Batismo infantil. Com isto, obviamente não se sugere que, devido ao fato destes grupos praticarem o Batismo das crianças, isto prove a veracidade da prática, mas limita-se apenas a demonstrar que os protestantes que rejeitam o Batismo das crianças são a minoria, até entre os protestantes.

Em segundo lugar, a Bíblia ensina que famílias inteiras foram batizadas:

1 Cor. 1:16: “E [eu, Paulo] batizei também a família de Estéfanas…”

Atos 16:15: “E tendo sido batizada ela [Lydia] e a sua família…”

Atos 16:33: “E tomando-os naquela mesma hora da noite, lhes lavou as chagas; e imediatamente foi batizado ele e toda a sua família.”

Famílias inteiras foram batizadas. Pense nestes versículos. A Bíblia se refere a uma mulher e “sua família.” Se refere a um homem e à sua “família.” Por que a passagem não diz apenas uma mulher e “seu marido”? Por que não um homem e “sua mulher”? Famílias geralmente incluem crianças. As Escrituras conectam os dois:

Gên. 18:19: “… ele há de ordenar a seus filhos, e a toda a sua família depois dele…”

Gên. 36:6: “Tomou pois Esaú suas mulheres e filhos e filhas, e toda a família de sua casa...”

Uma vez que as casas em geral incluem as crianças — e a Bíblia menciona em várias ocasiões que famílias inteiras foram batizadas — estas passagens por si mesmas fazem com que o argumento contra o Batismo infantil seja muito pouco provável. De fato, se um protestante que rejeita o Batismo infantil crê em sola scriptura, ele teria de encontrar na Bíblia um ensinamento explícito de que os bebês não devem ser batizados. Mas não há nada que com isso se pareça.

Em terceiro lugar, Jesus ensinou claramente que todo homem deve ser batizado para ser salvo. Vimo-lo em João 3:5. Ele não faz distinção nem exceção alguma. Isto é muito significativo porque, em João 6:53 — uma passagem sobre a necessidade de comer a carne de Jesus, que utiliza linguagem que é similar à de João 3:5 —, vemos de fato uma distinção.

 

Em João 6:53, Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se vós não comerdes a carne do Filho do homem, e beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós.”

Mas em João 3:5, ele disse: “Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do Espírito Santo, não pode entrar no reino de Deus.”

Em João 6:53 (João 6:54 nas versões católicas), Jesus disse: se VÓS não comerdes a carne do Filho do homem. Mas em João 3:5, a proposição é de aplicação universal: QUEM não renascer da água e do Espírito Santo.

As palavras são ligeiramente diferentes porque a recepção da Eucaristia é necessária à todos os que ouvem o mandamento e o podem cumprir, tal como aqueles acima da idade da razão. Jesus disse a não ser que vós àqueles para os quais dirigia naquele momento a palavra e a outros que ouvem o mandamento.  Mas a necessidade de receber o Batismo de água é universal. Portanto, Jesus disse quem não renascer da água e do Espírito, não poderá entrar no reino de Deus. Uma referência a todo o homem inclui necessariamente as crianças. É uma consequência lógica do ensinamento de Jesus em João 3:5 que as crianças devem ser batizadas.

A BÍBLIA ENSINA QUE O BATISMO É A NOVA CIRCUNCISÃO — 
AS CRIANÇAS ERAM CIRCUNCIDADAS NO ANTIGO TESTAMENTO

Avançando para o ponto seguinte, que é extremamente importante, devemos abordar a circuncisão. A circuncisão do Antigo Testamento era a contraparte do Batismo. A circuncisão era o meio pelo qual o homem do sexo masculino no Antigo Testamento entrava numa relação de aliança com Deus. Se não fosses circuncidado, não estarias no pacto de Deus. A circuncisão tipificava o Batismo.


Tal como outros tipos, nem todos os aspectos da circuncisão correspondiam ao que seria o Batismo. Por exemplo, apenas os varões podiam ser circuncidados no Antigo Testamento, mas machos e fêmeas são batizados no Novo. Mas não há dúvida de que a circuncisão do Antigo Testamento era a contraparte do Batismo. Colossenses 2 ensina que o Baptismo é a circuncisão do Novo Testamento.

Colossenses 2:11-12: “Também nele [Jesus] é que vós estais circuncidados de circuncisão não feita por mão de homem no despojo do corpo da carne, mas sim na circuncisão de Cristo; estando sepultados juntamente com ele no batismo, no qual vós também ressuscitastes mediante a fé...”

Esta passagem identifica o Batismo como a nova e mais perfeita circuncisão. Essa também diz que uma pessoa é elevada à nova vida sobrenatural em Cristo pelo Batismo. As crianças eram circuncidadas no Antigo Testamento. Se o Batismo é a nova circuncisão, deduz-se então que as crianças devem ser batizadas no Novo. Se esse não é o caso, Deus teria sido então mais generoso, mais universal, mais abrangente na inferior Antiga Aliança que na Nova. Mas esse não é o caso.

A salvação que se torna disponível em Jesus está aberta a todos os povos: judeus e gentis. É impensável que Jesus não tivesse estabelecido um meio de incorporar as crianças no Seu Reino espiritual e de dar-lhes as Suas bênçãos e a Sua salvação.

De fato, observe o que Pedro disse em seu famoso sermão no Pentecostes, em Atos 2:

Atos 2:38-39: “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque para vós é a promessa, e para as vossas crianças1...”

Esta passagem está a referir-se ao Batismo, e às bênçãos e ao perdão dados através dele. Afirma que a promessa é também para as crianças. Elas recebem o perdão através do Batismo de água.

Mateus 19:13-15: “Então lhe foram apresentados vários meninos, para lhes impor as mãos, e fazer oração por eles. E os discípulos os repeliam com palavras ásperas. Mas Jesus lhes disse: Deixai os meninos, e não embaraceis que eles venham a mim; porque destes tais é o reino dos céus. E depois que lhes impôs as mãos partiu dali.”

OS PADRES DA IGREJA CRIAM NO BATISMO DAS CRIANÇAS

Os padres da Igreja Cristã também criam no Batismo das crianças, tendo herdado esta tradição de Jesus e dos Apóstolos. Aqui seguem-se apenas três passagens; outras poderiam ser citadas.

Orígenes, Homilias sobre Levíticos 8:3, 244-248 d.C.: “Na Igreja, o Batismo é para o perdão dos pecados, e, segundo o uso que dá a Igreja, o Batismo é administrado inclusive às crianças. Se não houvesse nada nas crianças que exigisse a remissão dos pecados, e nada nelas concernente ao perdão, a graça do Batismo pareceria supérflua.”

Papa Santo Inocêncio, 414 d.C.: “Mas aquilo que afirma a sua fraternidade os pelagianos pregam, isto é, que mesmo sem a graça do Baptismo, as crianças podem ser dotadas das recompensas da vida eterna; o que é bastante estúpido.” (Jurgens, The Faith of the Early Fathers, “A Fé dos Padres Primitivos,” edição inglesa, Vol. 3: 2016.)

Santo Agostinho, Carta a Jerônimo, 415 d.C.: “Quem quer que dissesse que inclusive as crianças que passam desta vida sem a participação no Sacramento [do Batismo] serão vivificadas em Cristo, iria verdadeiramente contra a pregação do Apóstolo e condenaria toda a Igreja, cuja pressa em batizar as crianças é fundada na crença indubitável de que não há outra maneira de serem vivificadas em Cristo.” (Jurgens, The Faith of the Early Fathers, “A Fé dos Padres Primitivos,” edição inglesa, Vol. 3:1439.)

 


O BATISMO NÃO TEM DE SER POR MEIO DE IMERSÃO

Alguns não-católicos crêem que o Batismo deve ser realizado por imersão. Isto não é ensinado na Bíblia.  Considere o fato de que, no dia de Pentecostes, no capítulo 2 dos Atos, quando milhares foram batizados, não havia água suficiente para batizar a todos por imersão. O Batismo por efusão (vertido) ou por aspersão foi certamente utilizado.

Além disso, o Batismo por imersão seria muito difícil ou até impossível em ambientes extremamente frios como no Ártico, ou em ambientes excessivamente quentes como nos desertos. Em outros casos — tais como num apostolado a prisioneiros (e.g., Atos 16) — onde a liberdade de movimento é limitada, o batismo por imersão não seria viável. Jesus jamais teria feito da administração do Batismo nestas situações uma tarefa tão árdua ou impossível quando foi Ele que declarou que todo homem deve obtê-lo.

Alguns dizem também que a palavra batismo em grego significa exclusivamente imersão. Isto não é verdade. A palavra é empregada para significar a imersão, mas também para significar limpezas que não são por imersão. Exemplos onde batismo significa lavacro, e não imersão, podem ser encontrados em Lucas 11:38 e Hebreus 9:10. O Batismo é válido se for realizado seja por imersão, efusão (isto é, vertendo) ou aspersão, mas a água deve estar em movimento enquanto toca na pele e as palavras corretas devem ser ditas (“Eu te batizo, em nome do Padre, e do Filho, e do Espírito Santo” ou o seu equivalente).

Um outro ponto é que, no Batismo, o Espírito Santo é aspergido. Isto significa que mesmo que o Batismo por imersão seja certamente válido se for feito corretamente, poder-se-ia dizer que o Batismo por efusão (isto é, por aspersão) representa com maior precisão a ação do Espírito Santo no Batismo. Há também o fato de que as pinturas nas catacumbas, que foram feitas pelos primeiros cristãos, mostram batismos mediante o verter da água. Isto demonstra que estes batismos por efusão eram considerados aceitáveis desde o princípio.

O Didaqué foi escrito em meados do ano 70 d.C.. Este é um famoso documento da Igreja primitiva. É um forte testemunho das crenças e práticas dos antigos cristãos. No capítulo 7, O Didaqué aprova o Batismo por imersão num rio, mas também o Batismo por efusão ou derramamento.

O Didaqué, 70 d.C.: “E, quanto ao Batismo, assim os batizeis: Depois de haver ensinado os anteriores preceitos, batizai na água corrente, no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puderdes batizar com água fria, servi-vos de água quente. Na falta de uma ou de outra, derramai água três vezes na cabeça em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.”

Isto foi escrito quando alguns dos apóstolos poderiam ainda encontrar-se vivos, ou na primeira geração depois deles. Tudo isto demonstra que o ensinamento da Igreja Católica sobre o Batismo é o verdadeiro ensinamento da Bíblia. Isto é porque a Igreja Católica é a única verdadeira Igreja.

 

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Por Ir. Pedro Dimond, O.S.B.
 

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